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A
Noviça Rebelde
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Ubiratan
Brasil
Quando a célebre imagem da
irmã Maria
rodopiando na montanha, ao som da música The
Sound of Music, for encenada hoje à noite, no
teatro
Oi Casa Grande, o Rio dará o primeiro passo para
finalmente dispor de um espaço adequado para musicais. E
a estréia será com A
Noviça Rebelde, um dos espetáculos mais populares
de todos os tempos. Imortalizada no cinema com o filme
estrelado por Julie Andrews, a história da noviça que
cuida dos sete filhos de um barão, na Áustria, e é
obrigada a fugir com eles dos nazistas durante a 2ª
Guerra Mundial, é contada agora pelos diretores Cláudio
Botelho e Charles Mõeller.
Inspirado em um caso real, A
Noviça Rebelde tem letras e música de uma dupla
consagrada, Richard
Rodgers e Oscar Hammerstein. ''O
mais espetacular dessas canções é a função que cada
uma tem na trama'', conta Botelho,
encarregado de verter as letras para o português, tarefa,
aliás, em que se tornou um especialista - basta conferir
no CD com as canções, lançado agora pela Sony/BMG
Music. ''Os personagens
iniciam a música com um estado de espírito e terminam
com outro, que altera o curso da história.''
Basta observar O
Que É Que a Gente Faz?, em que a baronesa Elsa
Schraeder (Solange Badim) não esconde o seu egoísmo,
o que convence o Capitão
Von Trapp (Herson Capri) a desistir de se casar com
ela.
A saga dos Von Trapp começou na Áustria, em 1920, quando
a noviça Maria foi trabalhar como governanta de sete
crianças na casa do viúvo barão George Von Trapp. Ambos
se apaixonaram, casaram-se e tiveram mais três filhos. Em
1938, quando Hitler anexou a Áustria, a família resolveu
fugir para a América e viver da música. Após longa turnê,
consagrada com show em Nova York no Town Hall, a família
estabeleceu-se na cidade americana de Stowe e, numa
propriedade de 264 hectares, eles passaram a promover
concertos e a receber hóspedes.
''Além de mirabolante e
maravilhosa, a história tem fortes conotações políticas,
evitadas no filme dirigido por Robert Wise, mas são
evidenciadas nesta montagem'', comenta Mõeller,
que acalentava fazia anos montar A Noviça Rebelde, com
Botelho. ''Sempre foi um
desafio pois, além de ser uma narrativa muito humana, as
canções estão no inconsciente de quase todos - bastam
os primeiros acordes que a música surge no pensamento.''
De fato, canções como Dó-Ré-Mi
e a que inspirou o nome inglês da peça, O
Som da Música (The Sound of Music), já foram
gravadas por diversos cantores e ganharam versões
diversas, mesmo em português. A primeira, aliás, é um
dos pontos altos do início do espetáculo e será
interpretada por três grupos de jovens, que se revezarão
ao longo das semanas. ''Como
temos crianças de 5 anos, seria impossível exigir que
cumprissem todas as apresentações.''
A definição do elenco é um dos trunfos da versão
nacional de A Noviça
Rebelde, projeto que consumirá um total de R$
9 milhões, entre produção e manutenção. No
papel principal, Kiara
Sasso comprova sua condição de uma das estrelas
do musical nacional (trata-se
de seu 15º espetáculo do gênero) ao exibir uma
potência vocal límpida e potente.
Já para Capitão Von
Trapp, a escolha recaiu sobre um ator com pouca
experiência de canto; por conta disso, Herson
Capri tomou aulas especiais. ''Sua
presença trouxe um componente dramático que normalmente
falta aos musicais'', observou Mõeller. ''A
ação tornou-se mais teatral e mais rica.'' Também
a veterana Vera
do Canto e Mello, como a
Madre Superiora, é um dos destaques - aos 70 anos,
ela traz a bagagem abarrotada de musicais, com participação
em espetáculos como
Hello, Dolly! e Evita.
Com orquestra ao vivo, A
Noviça Rebelde será bom teste para o teatro Oi Casa
Grande. Com 950 lugares, novo equipamento de som e
acústica, e mecanismo cênico e piso de palco de última
geração, o espaço que abrigou importantes manifestações
desde a fundação, em 1966, agora será o palco carioca
dos grandes musicais. ''Temos
condição para receber qualquer produção'',
garante Luiz André Calainho, um dos sócios.
Fonte: estadão
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Horários e
Valores: |
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Teatro Oi Casa
Grande - Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - leblon |
HORÁRIOS
Quarta, quinta e sexta às 20h30
Sábado às 16h e 20h
Domingo às 16h
PREÇOS
Quarta-feira:
Platéia e balcão: R$ 60,00
Platéia e balcão especiais: R$ 90,00
Camarote: R$ 120,00
Quinta e sexta-feira:
Platéia e balcão: R$ 90,00
platéia e balcão especiais: R$120,00
camarote: R$ 150,00
Sábado e domingo:
Platéia e balcão: R$ 120,00
platéia e balcão especiais: R$ 150,00
camarote: R$ 180,00
Meia Entrada para estudantes e maiores de 65 anos
Ingressos
on line no site Ticketronics
Bilheteria: (21) 2511-0800
Administração: 3114-3716 / 3114-3712
Reserva de
Hoteis: (21) 3442-9490 / 2489-7301 / 3350-8816 / 3681-0815
Atendimento
em SP: (11) 4063-7870
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